
Caso queira, mande-nos seu depoimento sobre sua experiência em relação à doença que iremos publicá-lo aqui. Esta seção é uma forma de você poder "falar" e, ao mesmo tempo, auxiliar outras pessoas. Você pode também deixar uma mensagem caso queira que alguém mande e-mails para você, ou elaborar questões sobre a doença, caso tenha dúvidas.
"Por sugestão da Leca estou enviando esta foto com este depoimento, que me foi enviado por uma amiga, que também tem DC... me identifiquei muito e o uso em minha página do Orkut.
Quando entrei em uma crise séria em 1999 estava com 5 anos de namoro.
Marquei uma consulta com um especialista, e quando cheguei lá, repeti para ele as palavras do meu namorado:
Doutor, eu tenho que ficar boa em 15 dias... foi o prazo que meu namorado me deu.
Ele me respondeu:
Troca de namorado, sua doença não tem cura.
Dois anos depois da crise ter começado, ele terminou comigo, sob a alegação que estava ficando deprimido com minha Doença, e que eu doente não tinha condições de cuidar de uma casa ou de filhos... que para nós não havia futuro.
Já se passaram 7 anos que terminamos... estou ostomizada há 1 ano, e até hoje ainda não me envolvi com outra pessoa.
Por isso este depoimento da foto é tão importante, me deu forças e esperança."

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Paula Pelúcio - Maio/2008
"Em 1992, comecei a ter vômitos e diarréias com perda de peso com um espaço de tempo entre uma crise e outra de, mais ou menos um a dois meses. Sempre que ia ao médico, o diagnóstico era de que eu havia comido algo indigesto. Como as crises demoravam a acontecer e duravam apenas uns dois ou três dias, fiquei tranqüila. Com o passar do tempo, o espaço entre as crises começaram a ficar mais curtos, a ponto de tê-las de 15 em 15 dias e, até, todas as semanas. Aí, sim, começou a "via sacra". Cada médico que eu ia, dava um diagnóstico diferente.
Quando foi em 1996, eu estive internada três vezes: a primeira, fiquei por 16 dias no hospital; a segunda e a terceira, fiquei durante 8 dias. O que ocorria é que, ao passar a crise, eu recebia alta e, com o passar de alguns dias, começava tudo de novo. Prá resumir (um pouquinho), exame de fezes para verificar se tinha vermes, eu devo ter feito mais de dez.
Numa "bela noite", eu passei tão mal com cólicas tão fortes que, fui à emergência de um hospital daqui de Brasília. O médico plantonista me fez exames de sangue e urina e, por não apresentar nenhum sintoma de infecção, ele me indicou um ginecologista, por serem dores pélvicas. Assim eu fiz. Só que, o médico, depois de uma ecografia transvaginal, me disse que eu tinha um tumor no útero, "do tamanho de uma laranja" e que deveria retirar o útero, bem como um dos ovários. Fiquei desesperada. Acho que nunca chorei tanto na minha vida, exceto quando, procurando outra médica, ela me pediu um exame de HIV (pode???).
Bem, depois de vários sustos, encontrei uma "anja da guarda" (e isto já foi em 1997), indicada por minha prima que, à época, morava aqui em Brasília. Ela me internou em meio a uma crise daquelas e me informou que suspeitava de uma doença rara chamada Doença de Chron, que era crônica e que eu não morreria "dela", mas "com ela". Disse que havia uma fístula no jejuno (delgado) e que, por isso, eu estava perdendo peso, com diarréia constante e vômitos também. Ela acertou na môsca e, a partir daí, começou uma dieta somente com líquidos, pois, meu intestino estava obstruído e precisava de "descanso".Foram dezessete dias internada, mas eu precisava voltar a trabalhar.
Em novembro, a mesma doutora me pediu que me internasse por trinta dias para um tratamento imunossupressor, onde é usada uma droga chamada "azatioprina", além dos corticóides de costume. O tratamento correu bem, porém, em dezembro, eu tive a surpresa de descobri uma gravidez de quase quatro meses. Eu fiquei apavorada, mas, esta gestação foi acompanhada rigorosamente pela ginecologista e pela gastroenterologista. Minha gravidez correu sem que eu tivesse uma crisezinha, apesar de ter parado com a dieta e toda a medicação ao descobrí-la. Meu filho vai fazer seis anos do dia 19/06 e, veio abençoado. Seu nome é Victor e ele é lindo e saudável, cheio de energia..
Em 2000, apareceu outra fístula (íleo-retal), onde o médico proctologista (o mesmo que fazia minhas colonoscopias) me sugeriu uma cirurgia. Com muito custo aceitei e foram retirados 56cm do meu intestino. Graças à Deus, tudo correu bem.
Hoje, minhas crises se resumem (graças à Deus) a uma diarréia. Nunca mais tive daquelas cólicas e nem vômitos. Continuo tomando só a mesalazina 400 e já estou muito satisfeita.
Daise de Moraes / Valparaíso de Goiás / GO
mdaise@ibest.com.br
Mensagens do Senhor
O Senhor esteja ao teu lado
Como teu grande Amigo e Companheiro de jornada.
O Senhor esteja acima de ti,
Velando por ti e te abençoando.
O Senhor esteja abaixo de ti,
Calçando os teus pés, firmando os teus passos.
O Senhor esteja às tuas costas,
Guardando-te de todo mal e defendendo-te de pessoas desleais.
O Senhor esteja à tua frente
Como a luz que ilumina a tua caminhada.
O Senhor esteja dentro de ti,
Dando-te força, coragem, fé e vontade de viver.
O Senhor esteja ao teu redor,
Envolvendo-te completamente com o seu amor.
Que neste Natal o Senhor possa
Nascer no coração do mundo
Para que todos possam sentir
Alegria que DEUS é Amor
FELIZ NATAL !
Mária Cássia. Dez 2003.
Quero agradecer a Dr. Andréa pela atenção e por ter me indicado ao grupo de apoio Gadii.
"Estou passando por uma crise aguda, uso mesalazina. Graças ao meu anjo da guarda (médico) estou conseguindo um controle maior psicológico. Gostaria de receber algum e-mail quanto à vida que devemos levar sendo portadores desta doença. Gostaria de estar fazendo parte deste grupo de apoio. Se quiseres colocar meu nome e e-mail na internet para um bate papo com portadores da doença para mim seria ótimo."
Muito Obrigada - Dez/03
Rita / Taquara - RS
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